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QUEIRÓS, Eça de
QUILOMBOLAS

Descendentes e habitantes das comunidades formadas por escravizados fugitivos, denominadas por quilombos, que surgiram como forma de resistência à escravidão no Brasil.
A origem do termo quilombo é angolana (kilombo, da língua banto), significando "acampamento" ou "local de repouso". No período do Brasil Colônia, o termo passou a designar os locais de refúgio de escravizados fugitivos, que se organizavam em comunidades autossuficientes, muitas vezes em áreas de difícil acesso, como florestas e montanhas. Os quilombos se transformaram eram símbolos de resistência negra à escravidão, permitindo que os fugitivos vivessem livres, cultivassem alimentos, criassem animais e preservassem suas tradições culturais e religiosas. Portanto, as pessoas que habitam ou são descendentes destas comunidades são os quilombolas. Na atualidade, mantém, ao mesmo tempo vínculos com a ancestralidade africana e influências indígenas e europeias, sendo mais uma prova da diversidade cultural do Brasil. A identificação como quilombola é autodeclaratória, baseada na relação histórica, cultural e territorial com a comunidade.
São registradas, em 2025, mais de 3.500 comunidades quilombolas em todo o território brasileiro. Muitos destes quilombolas preservam sua cultura, vocabulário, culinária e costumes. O lado negativo é que ainda hoje, algumas comunidades não dispõe de recursos básicos como água, energia elétrica e saúde e educação.
De acordo com a Constituição Federal de 1988, os Quilombolas são comunidades tradicionais e tem direito às suas terras ocupadas tradicionalmente.
Segundo o IBGE (Censo 2022), a população quilombola no Brasil é de 1.327.802 pessoas, representando 0,65% da população total. A maior concentração está no Nordeste, com 68,19% do total, seguido pelo Sudeste e Norte. Os estados com a maior quantidade de quilombolas são a Bahia (29,90%) e o Maranhão (20,26%). O Censo Demográfico de 2022 foi fundamental para o reconhecimento e valorização dessas comunidades.
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